Copom na quarta-feira: o que observar no crédito e no caixa com a Selic em 13,75%
A semana pós-segundo turno foi de forte oscilação nos mercados, e a próxima decisão sobre a Selic acontece na quarta-feira, 4 de novembro. Segundo reportagem de 31/10, o dólar fechou a sexta-feira a R$ 5,44, alta de cerca de 9% na semana, e o Ibovespa teve a maior queda semanal desde março de 2020.
O cenário em números
A Selic está em 13,75% ao ano desde 17 de setembro, depois de cinco cortes seguidos de 0,25 ponto percentual. Os juros futuros subiram com força: o DI para janeiro de 2031 passou de 12,64% para 15,3%. A reportagem registra que o mercado avalia que o Banco Central não deve cortar os juros desta vez, mas isso é expectativa, e a decisão só será conhecida na quarta.
Na inflação, o IPCA-15 de outubro subiu 0,32%, abaixo do esperado, mas o acumulado em 12 meses chegou a 4,62%, acima do teto de 4,5% da meta. O IPCA oficial de outubro sai em 12/11.
O que isso pode significar para a sua empresa
Dólar mais alto tende a pressionar o custo de insumos importados e de dívidas atreladas à moeda. Juros longos mais altos podem encarecer financiamentos. Ainda é cedo para medir o efeito, e a leitura aqui é de atenção, sem alarme.
Cuidados práticos
Revise contratos e custos indexados ao dólar e reserve uma margem para variações.
Olhe o fluxo de caixa dos próximos 90 dias e identifique os meses mais apertados.
Se for contratar crédito, compare taxas e prazos com calma e, se possível, aguarde a decisão do Copom.
Reavalie a tabela de preços e os contratos indexados à inflação.
Conte com a Conterj
Se quiser entender como esse cenário pode afetar o caixa do seu negócio, a equipe da Conterj ajuda a montar projeções simples e a avaliar as melhores decisões de crédito com você.
Atualizado em 31/10/2026.
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