Desenrola 3.0: o que se sabe sobre a primeira etapa para dívidas de até R$ 10 mil
O Desenrola 3.0 foi criado por medida provisória em setembro de 2026 e prevê que a União viabilize a compra de carteiras de dívidas antigas, que depois serão renegociadas com os devedores. Em 21 de outubro, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, apresentou os detalhes da primeira etapa, segundo a Agência Brasil.
Que dívidas entram
Na primeira etapa, entram dívidas de até R$ 10 mil em valor original, com atraso entre 720 e 1.645 dias, de cartão de crédito (rotativo e parcelado) e crédito pessoal sem consignação em folha. A prioridade é para devedores de menor renda e MEIs.
Como funciona agora
Neste momento, o chamamento é dirigido a bancos, instituições financeiras e fundos de recebíveis, que informam as carteiras que pretendem oferecer. O consumidor ainda não precisa procurar o banco. O leilão está previsto para novembro, podendo ser adiado para o início de dezembro. O volume previsto para esta etapa é de até R$ 90 bilhões em dívidas.
O que ainda depende de regulamentação
Depois do leilão, as dívidas compradas poderão ser renegociadas com repasse dos descontos obtidos, à vista ou parceladas, com juros no parcelamento. Prazos, taxas e demais condições ainda dependem de definição do Conselho Monetário Nacional. A reportagem não detalha se empresas além dos MEIs poderão participar, e isso deve ser confirmado na regulamentação.
O que fazer agora
Se você é MEI ou tem dívidas antigas nesse perfil, vale levantar o que existe em aberto, conferir valores originais e datas de atraso e acompanhar a regulamentação. Evite decisões apressadas antes de conhecer as condições finais.
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Atualizado em 28/10/2026.
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